sexta-feira, setembro 22, 2017

Da diferença de idade

Você fica mais madura e às vezes não percebe que a passagem do tempo pode ser cruel na sociedade na qual vivemos.

Uma mulher madura não é tão bem vista como era por Balzac, muito se tenta colocá-la para baixo, mesmo que alguns  produtos de beleza façam comerciais de TV dizendo o contrário. 

Sempre dizem que você não tem mais chance para ser feliz, que seu tempo passou. Quando isso não é verdade: enquanto se está viva, há um raio de esperança, o brilho do sol todo dia dizendo que não, que não é isso que devemos aceitar como regra.

Uma mulher madura deve se apaixonar por caras da sua idade, só que na maioria das vezes ou estão casados ou preferem ser o adolescentão pra sempre. É isso o que a mulher enfrenta hoje e se ela se apaixona por um cara bem mais novo? A sociedade não aceita, às vezes o próprio "novinho" não aceita a ideia ou só consegue lhe enxergar com a amiga querida.

A amiga querida para todas as horas, principalmente as mais complicadas, aquela que resguarda seu amor e engole a conversação sobre a namorada perfeita, ou quase perfeita. E você fica pensando "ela não é boa o suficiente pra você! Olha eu aqui!"

A verdade é aceitar que ele não está interessado e lhe enxerga de outra forma e assim seguir sem dor; mesmo que doa, não sofra. Pense que só a amizade já é uma grande coisa, apesar de se lembrar de ter tido conversas olhos no olhos e ficar embebecida, ter se perdido nesse olhar.  Se perder nos olhos do outro é mágico, parece até hipnose e você torce para não acabar esse momento.

É hora de curtir uma tristeza, mas também seguir em frente... 
Se apaixonar por outro novinho? Não sei, quem sabe? A vida não pode ser regida pela ideia de que isso é proibido, mas sim que, no amor, vale tudo e a idade, a madureza, não nos impede de nada.




Ao som de Noel Gallagher's High Flying Birds

quarta-feira, março 15, 2017

à beira do precipício chamado 30 anos

Já vivia essa fase e sei perfeitamente como é estar à beira dos 30 anos.
Espero que nem todas as mulheres nessa beirada sintam a mesma coisa que eu e algumas mulheres que conheci sentiram: o medo de ficar sozinha porque se chegou ou se está chegando aos 30.

É uma fase dura para muitas mulheres, principalmente se está sozinha. Ao invés de refletirmos o que fizemos de legal até aí, pensamos o contrário, pensamos no que não fizemos: não casamos, não temos filhos. Parece se tornar necessário nessa idade pensar exatamente isso, pensar que se está perdendo tempo, quando na verdade não é perda de tempo se você aproveitou bem até aí e pretende aproveitar mais ainda! Mas vejo a maioria das mulheres se desesperarem, pensarem que não tem volta, que é agora ou nunca e acabam se interessando pelo primeiro cara que aparecer pensando ser o príncipe perfeito e fazer planos sozinha, ilusões que não vão se concretizar porque o cara, simplesmente, não tem problema se está com 30 ou 40, a vida pra ele sempre está a favor. 

Infelizmente, para os homens qualquer idade é idade, em nossa sociedade machista o homem sempre tem a vez pra tudo, sempre é a vez dele, nunca ele perde a vez e assim por diante. E até aquele cara que você vê que não serve pra nada tem vez, mas você, linda e maravilhosa está só... já senti isso, já pensei: até aquele cara está com alguém e eu não??!! 


Um exemplo que estou vendo acontecer ao meu lado. A garota está com 29, o namorado com mais de 35 não trabalha a mais de 2 anos. Vive às custas do pai que o trata como o bebezão querido. O cara só se mexe para ir aos jogos do time de futebol pelo qual ele é fanático. Ela trabalha, acorda cedo, pega metrô lotado pra ir e pra voltar, faz inglês à noite, já fez faculdade e espera incansavelmente pelo dia que o namorado vá se mexer, vá trabalhar. 
Ele fez um curso técnico, não deu certo na área e não quer saber de qualquer outra coisa, só queria naquela área e acabou. Vive de brisa, o pai aceita e ela, pela "idade chegando" também não faz nada. Melhor um traste na mão do que estar voando sozinha por aí. É a mentalidade de muitas garotas ainda, infelizmente, a de que sozinha não pode ficar. Imagina, dar o fora num preguiçoso doente por futebol! Imagina o que as amigas vão pensar! Imagina como não vão falar que ela não vai conseguir mais ninguém porque está chegando nos 30! Imagina!

É melhor continuar assim e mostrar pra todo mundo que tenho um homem ao meu lado (mesmo que seja um preguiçoso) do que terminar e ir curtir minha vida.

Ela comprou um terreno com ele numa cidade ao redor de Sampa, dinheiro do pai dele e do suor dela. Fico só imaginando o casamento como será depois que o pai dele morrer: ela sustentando casa e filhos e ele vendo programa que fale de futebol na hora do almoço.

Passei por essa fase e sei que não vale à pena se agarrar a alguém que não está na mesma sintonia de vida que a sua, não adianta querer porque querer que dê certo e não fique sozinha, não adianta fingir que está tudo bem para os outros se até sua mãe fala que o cara não quer nada com nada.  Simplesmente não adianta forçar porque se chegou aos 30. 
Viva sua vida intensamente e esqueça a idade, se o cara certo aparecer e você tiver 50, lembre-se que viveu os 50 anos mais legais de sua vida! E não seja preconceituosa e pense: com 50 estou acaba, porque não estará, se quiser não estar acabada, senão, com 30 estará acabada e com 50 morta.

É fácil falar?
Super fácil! 
Mas estou solteira aos quase 42, sinto falta de ter alguém pra valer? Sinto, mas não vou mais fazer a mesma sandice de praticamente pedir para que o cara fique comigo porque estou com 33, foi um dos anos mais infelizes da minha vida, amorosamente falando.
Pense que é só um número e se você quer engravidar e pensa que depois não dá mais, se acalme, você só terá da vida o que for melhor pra você, desde que tenha calma e muita confiança e respeito em si mesma!

quinta-feira, janeiro 12, 2017

"Advice for the Young at Heart"

Duas adolescentes vieram me falar sobre os sentimentos que têm por dois garotos. Achei muito engraçado que tanto uma como a outra disse a mesma coisa para mim: sou muito nova para namorar, preciso estudar.

Já tive a idade delas e também já falei a mesma coisa e vendo pelo prisma de quem tem quase 30 anos a mais que elas, eu digo: estude, mas vá namorar! Se permita!

Eu falo por experiência, experiência de quem preferiu estudar e acabou estudando muito, sendo a melhor da sala, mas a que nunca tinha sido beijada. Não vale a pena perder a adolescência, uma fase que considero de se experimentar o mundo, só estudando. Sei que é importante estudar, mas tudo tem que ter equilíbrio. Eu não tive e isso hoje me faz falta.

Acredito que se tivesse me permitido mais na adolescência teria sofrido menos com os caras que conheci na fase adulta. Teria tirado eles de letra! Não tinha ficado traumatizada com uns e sonhando com outros. Teria dado um basta e seguido em frente!

Acho que a adolescência serve exatamente pra isso: pra começar a ficar esperta e não sofrer para sempre com o amor. Sei que é duro ficar apaixonada e ficamos cegas, mas isso não é só na adolescência, é em qualquer idade... 
Fortalecer-se na adolescência deve ser muito mais proveitoso do que chegar à fase adulta e estar totalmente sem experiência, sem manha, sem "descolamento".

Sofreremos por amor na fase adulta, sim, mas com o alicerce construído na fase adolescente, deve fazer um bem maior, o bem de ter experimentado sentimentos numa fase em que os hormônios é quem pensa e passar assim a desfrutar melhor da vida adulta. 
Pelo menos eu acho...

Falo como aquela que não experimentou o ficar adolescente (e foi na minha época que isso começou, o "ficar" ou pelo menos com esse nome, começou nos anos de 1990), mas só depois e ficava esperando uma ligação, não aprendi, por exemplo, que eu não deveria esperar com ansiedade, eu não vivi antes e não entendia por que não me retornavam... não entendia que era apenas ficar, que não era pra sempre e pra sempre, sempre acaba, não é mesmo?
E fico imaginando que se tivesse me jogado mais na vida adolescente, menos eu sofreria quando adulta...

A verdade é que fiquei quieta, não disse o que penso às duas meninas, porque sei que elas são de uma outra geração, muito mais desencanada que a minha e torço para que elas tenham uma vida em equilíbrio entre amor e estudo, amor e trabalho e assim por diante.

terça-feira, setembro 27, 2016

Como faz?

Foi há quase uma década, a maior decepção amorosa que tive e eu ainda não consegui me reerguer.
Sim, o tempo passou e eu não consegui confiar em mais ninguém.

Não, eu tentei, logo em seguida a grande decepção eu resolvi dar uma guinada na minha vida e até agradeço por essa decepção por ter me tirado do lugar comum. Se não fosse ela eu não teria viajado metade do Brasil e nem fora. Eu teria ficado na minha vidinha romântica e reclamona de sempre, mas quando se leva O grande chute, ou as coisas vão pra pior ou vão pra melhor. Ou é uma coisa ou é outra, não tem meio termo. 

Mas mesmo sabendo que eu desbravei a vida a partir desse chute eu não consegui mais confiar em nenhum homem.
Tive um  relacionamento depois disso, mas ele era fadado ao fim desde o começo: não se sustentava, era frágil, muito frágil. No fundo eu sabia que não ia dar certo, mas eu tinha uma loucura, um desespero para que desse certo, mas as variáveis mostravam que não era bem assim... Confiava nessa pessoa porque já a conhecia e até por conhecer sabia, no fundo, que não ia longe.

Ter sofrido por 20 dias sem notícia da pessoa foi um tortura sem igual. Acho que até hoje o que me dá mais medo é imaginar que outra pessoa possa fazer o mesmo: me deixar sem saber o que aconteceu, sumir do mapa e me deixar pensando milhares de coisas erradas e sofrer como uma desgraçada por isso.
Depois a pessoa aparece só para "legalizar" o término da relação porque outra pessoa o pressiona a isso e não porque sabe que deve uma explicação.

Imaginar que se passavam horas e horas, noites e madrugadas conversando, cantando, declamando poemas de amor e no final, tudo era só ficção.
Trocar mensagens apaixonantes por celular, sonhar junto.
Sentir um amor gigante dentro de você e poder vivê-lo.
Até o cheiro do outro fazia sentido, era um perfume inconfundível que me fazia ficar mais e mais excitada. 
Não ter a mínima vergonha desde o primeiro momento de ficar nua.
Quando o corpo do outro parece fazer parte do seu, ser apenas uma continuação natural e plena.
Quando tudo faz sentido na sua vida e não se tem volta, não tem escapatória é esse o amor finalmente!

Finalmente?

Não,  como diz a música do Legião "que tudo era pra sempre/ sem saber que o pra sempre, sempre acaba" e acabou. Não por minha vontade, mas acabou e vivi o período de maior tristeza e sofrimento da minha vida. Porque pra mim eram só certezas.

Hoje convivo todos os dias com a incerteza, de uma olhada pro cara do lado e pensar: "ele vai me achar gorda" a um "com certeza ele é mais novo e vai me trair", sendo que o cara que causou todo esse problema era nove anos mais velho...
Não olho homem nenhum sem a desconfiança embutida em todos. Sem a certeza de que vai me largar e vai me fazer sofrer.
Não assisto nem a filmes de romance e nem comédia romântica, choro porque a vida não é igual.
 
Não estou feliz do jeito que estou, mas o medo é muito maior.
Conseguir confiar é um objetivo que não consigo alcançar, nem com ajuda de terapia.
E não sei se desabafando aqui fará alguma diferença, a verdade é que não sei como confiar novamente em alguém e poder seguir em frente e se não der certo, seguir também em frente sem desmoronar. 

Não quero nunca mais voltar pro lugar onde estive há quase 10 anos, só não sei como faço.

sábado, julho 23, 2016

OkCupid, um teste

Todo mundo sempre diz que os aplicativos e sites de encontro são o melhor jeito de achar alguém legal, que valha a pena...

Conheço uma moça que tentou e encontrou o amor da vida dela num desses sites, mais especificamente no OkCupid. Uma amiga tinha indicado a ela e dito que era o jeito de se encontrar alguém no mundo atual. Quando essa moça encontrou sua cara metade, também me disse que a irmã de sua metade da laranja também tinha achado o amor por lá, ou seja, além dela, outra duas mulheres encontraram o amor verdadeiro através do site.

Nunca entrei no Tinder, sou avessa a esses programas, mas me senti deprê e resolvi experimentar o OkCupid. Saí em menos de 24 horas do site.

Talvez eu não tenha controle emocional para me manter nesse tipo de site ou tenho muito azar. Explico.
Resolvi colocar no meu perfil que poderia ser alguém de qualquer parte do mundo, se com os outros poderia dar certo, por que não comigo?

Entrei. Dali há segundos começaram a conversar comigo e dar "favoritadas" na minha foto. Eu não sei o que acontece comigo, mas me senti acuada... me senti muito exposta, não sei...

Sei que dois caras começaram a falar comigo, um canadense e um americano de Dallas. O canadense parecia achar tudo lindo, tudo lindo o que dizia sem que eu tivesse dito grande coisa e queria falar comigo por outro meio que não fosse o chat do portal. O americano também, quis meu email. Outros me mandaram mensagens dizendo o quanto eu era especial, linda e deixavam o número do celular para eu entrar em contato... tudo muito estranho pra mim que nunca vi tanto homem em atrás de mim e chamando de linda em menos de 3 horas...

Bem, me lembro de uma balada nos anos 1990 na Vila Madalena, véspera de dia dos namorados em que os caras pareciam no cio para ficar com alguém... sim, estavam no desespero para não passar a véspera e o começo do dia dos namorados sozinhos... pensei que era só mulher que entrava nessa choradeira...

voltando...

O canadense começou a dizer que eu era perfeita para ele, que a filha dele precisava de uma mãe - ele disse ter tido uma filha sem ter casado e que a mãe da menina estava num rebah...
Eu dizia que não poderia ser assim, que precisávamos de mais tempo de convívio e tal, como assim eu era a nova mãe da filha dele?????
Que eu era perfeita, que eu tinha nascido pra ele ou qualquer coisa assim...
E eu só pensava... "Como assim eu sou perfeita, que nós fomos feitos um para o outro se eu acabei de falar com ele????"

Fiquei realmente sufocada e apavorada com esses caras... todos me achavam linda e a mulher perfeita. Só pensava se todos os caras ali falavam isso ou se eram todos tão carentes a ponto de achar que a primeira que os agradasse era a mulher certa...

Recebi depois um email do texano que falava que ele não procurava nem uma heartbreaker nem um passatempo, que era sério e eu respondi a ele que então eu não era a garota certa pra ele (como cansei de falar pro canadense que não largava do meu pé), que tinha acabado de entrar no site e não estava entendendo muito bem como funcionava porque eu precisava de um tempo pra conhecer direito a pessoa e não ser considerada o amor da vida dele em 5 minutos.
Ele me respondeu dizendo o quanto ele sentia falta de estar com alguém que não saía mais e via os casais juntos e achava tão legal se ele também tivesse alguém para ir ao cinema, como era quando ele foi casado, e que eu era a pessoa certa pra ele.

Não o respondi, assim como não respondi mais ao canadense, deletei meu perfil no portal como se estivesse fugindo por ter feito algo ruim... para mim foi uma coisa extremamente difícil, entrar no site, mais difícil ainda parecia se manter nele.
Talvez eu não esteja preparada para assumir nada com ninguém, talvez eu seja uma solteira invicta ou talvez eu só tenha percebido que existe gente mais carente que eu nesse mundo...
Os brasileiros foram mais discretos, só favoritavam, não entravam em conversa, não tenho como dizer se estão ali realmente para encontrar alguém pra compromisso longo ou por compromisso rápido.
Os gringos, pelo menos esses dois, me pareceram extremamente carentes, o texano chegou a dizer que era eu que faltava na vida dele para ser completa... como se alguém fizesse mudar tudo na vida do outro... eu aprendi que temos que ser felizes com nós mesmos, sozinhos, para depois ser felizes com os outros e não depender de ninguém e o que eu vi nessas pessoas foi exatamente o contrário, ou interpretei como o contrário...

O certo é que fiquei apavorada com tanta carência e eu que achava que era carente...

sábado, maio 14, 2016

Os meninos do ginásio

(Ginásio ou Ensino Fundamental II pra você, jovenzinho rs)


Ginásio, final dos anos de 1980, muitas calças jeans semi-bag (sim bag, não legging) dobradas no tornozelo, tênis AllStar (se você tivesse dinheiro) e camiseta da escola: o uniforme.

Calças lindas como as que a Kylie usava...  e eu, claro!










Bem, mas não é essa a questão...

Havia um garoto que eu achava bonito, nunca disse a ninguém que achava, não ia mesmo atrás dele, não ia falar nada pra ele. Ele não era da minha turma, ele era da turma um ano atrás da gente. Isso no ginásio, hoje chamamos de Ensino Fundamental II, fund 2.

Enquanto todas as meninas brigavam pelo "Ronnie" (imagine o nome em português no diminutivo, era esse mesmo!) que era da minha sala e tinha aquela franjinha do Ricky Martin:



                            (Ricky Martin, o segunda da esquerda - depois do Charlie, o de amarelo)


Eu o achava bonitinho, mas não ia correr atrás, tinha medo de correr atrás, na verdade e não pensava muito sobre o caso, eu só tinha 14 anos.

O caso é que eu também achava interessante outro menino que chegou a namorar com uma amiga minha da escola, eu morria de inveja porque ela não dava a mínima pra ele e ele me tratava como uma grande amiga. Lembro de uma vez que ele sentou na mesma cadeira que eu e ficamos fazendo a lição juntos... pra mim isso já era a glória! mas não passava disso, esse eu cheguei a encontrar quando fazia faculdade, encontrei no metrô e dei uma paquerada nele, mas não surtiu efeito. Afinal, eu dar uma paquerada em alguém é uma coisa tão sutil que duvido que ele tenha percebido e se percebeu, preferiu falar da namorada.

O outro garoto eu o ainda encontro pelo bairro às vezes e sempre acho muita coincidência tê-lo encontrado antes perto do meu cursinho, que era longe de onde moro; encontrei-o no metrô e até num shopping que não é nesta região, almoçando e com uma sacola da saraiva.

Fiquei imaginando o que teria sido se tivesse aberto o jogo com um deles, será que as coisas teriam sido diferentes? O primeiro eu acho que não se interessava mesmo por mim, o segundo eu acho que nem pensava ainda em meninas nessa época, era muito novinho e nem sei se quando eu passo por ele na rua, ele lembra dos tempos da escola e exatamente de mim no meio de tantas pessoas.
O engraçado é que parece que ele não se desenvolveu, talvez precisasse de uma academia e nem parece o tipo que está casado ou tem filhos - pode ser gay, quem sabe? Ou pode ser que até hoje não tenha encontrado a garota da vida dele, ou pior: não quer encontrar garota nenhuma.

O pior porque existe aquele cara que só quer passar o tempo com alguém, mas nunca "a vida toda", não sei se ele faz esse tipo, sei que o olho hoje e vejo uma pessoa triste até. Talvez alguém como eu. E o mais engraçado de tudo, até hoje não sei o seu nome. Nem dá pra olhar o Facebook rs


segunda-feira, dezembro 28, 2015

Aquele momento que você diz: sou feliz por ser solteira!

Quando você vê outros casais e ao invés de achar que sobrou você pensa: "que bom que sou solteira, isso eu não aguentaria!".

Não tenho sentido esse sentimento de sobrou, mas quando você vê um casal super fofo, você não queria o mesmo? Pois é, mas muitas vezes você vê o contrário e além de pensar que bom que estou solteira você fica com dó ou de um ou do outro, ou do casal mesmo.

Já peguei conhecidas me dizendo que leram tal livro porque o namorado falou pra ler. Parece besteira, né? Mas tudo depende da entonação que a pessoa dá a isso, algo como "eu não curto, mas ele falou pra eu ler", ele mandou nas estrelinhas e ela leu para não contrariá-lo. Já ouvi isso e ainda a moça contar como foi chato ler o tal livro porque não tinha nada a ver com ela... e acabou casando com o cara que impôs muitas coisas que ela nem percebeu que impôs, ou percebeu, mas prefere não dizer isso: modo de agir e pensar, o que assistir... o que ler e assim vai...

Casar com um cara que impõe os gostos dele pra mim seria uma prisão, sim, estar presa e sufocada por coisas que não têm a ver comigo ou pouco tem a ver ou, pior: "o gosto dele é superior ao meu então é bom eu gostar disso, ele tem razão". Triste. 

Você deixa de existir, o seu eu não é seu eu, é o outro e isso também é uma forma de machismo mascarada, um machismo moderno que eu não gostaria de saber que ele ainda é muito presente, muito arraigado, mesmo que seja de outra forma, mas é um machismo.

Ou como uma Charlotte que conheço, anos de namoro, anos lendo o que ele dizia, e ainda o acha inteligente e tudo mais, a velha história do superior.
No namoro aquela alegria de festas e viagens até que casam e Charlotte engravida, tem filho e cuida como mãe zelosa e para proteger o filho do cansaço de uma festa do dia todo (e ela mais uma vez grávida e cansada) pede ao marido para ir embora por conta do bebê e recebe como resposta um "a gente não pode viver em função dele! vamos ficar!" e ao ouvir isso e ver Charlotte chorar escondido com o bebê no colo, dormindo, e o outro na barriga e pensa: que dó! ah, se fosse eu esse cara ia ver!
Mas não ia ver, acho que o namoro com um cara assim não duraria 2 dias rs

Depois, conversa com outros caras com o bebê: "não é o papai que cuida de tudo? que põe dinheiro em casa e trabalha pra trazer tutu?"
Como se Charlotte não trabalhasse, não fizesse nada da vida e tive 20 babás para um filho. Não, Charlotte também trabalha, também sai de casa pra garantir o tutu do final do mês, mas parece que é como se ela não trabalhasse e cuidasse do filho... que tudo está nas costas dele...
Ou outra frase simpática do marido ogro quando perguntam onde está ela e o bebê:
"Foi tirar bosta, quer ir lá também?" 

E pior!! Ainda tem pior, quando souberam que o próximo bebê será uma menina ele disse: "preciso arrumar um revólver". Porque não vai querer homens atrás da filha! Porque todo o amigo dele que tem uma filha ele dizia: "meu filho vai comer sua filha!" (sério!!) e agora o feitiço virou contra o feiticeiro... se você não achar isso machismo, não sei o que mais pode achar...

Quando seu marido faz coisas desse tipo não é hora de se separar é hora de pensar que se ele era mandão no namoro agora é bem pior e foi sua escolha. Escolheu alguém extremamente machista e que criará seus filhos com esse mesmo pensamento. Agora é com você tentar mudar as coisas antes que seja pior e criar um menino metido a comedor e uma menina traumatizada porque os homens fazem mal a ela e que todo homem não presta. 
Não é todo homem que não presta é todo machista que não presta.

domingo, dezembro 13, 2015

Do sexo sem culpa

Estava numa conversa com amigos e falamos sobre relacionamentos, como é difícil as pessoas quererem se relacionar "pra valer" com alguém, quer dizer, como é difícil as pessoas entenderem que passamos da idade do "ela é pra casar não vou magoá-la" porque, realmente, já nos magoamos e aprendemos a lição (espero ter aprendido).

Quero dizer: podemos apenas ficar com alguém sem pensar em relacionamento a partir daí.
Mas parece que os homens não parecem perceber que nós, mulheres, mudamos, ou tentamos mudar. Não vou dizer que não me apaixonaria por alguém, me apaixonaria, mas teria que enfrentar isso, ser forte o suficiente para entender que se não quer mais do que um ficar, ou one night stand, o jeito é se conformar... e assumir que vai quebrar a cara, e muitas mulheres hoje assumem e eu pretendo assumir.

Nossa conversa chegou ao ponto de minha amiga perguntar a meu amigo:
- o que você prefere: ficar imaginando como seria ou trepar?
Ele:
- trepar, lógico!

Quer dizer, por que vamos começar a colocar "o carro na frente dos bois" como fizemos tantas vezes e ficar sem alguns momentos saudáveis de sexo?
Alguém ainda vai dizer: porque quero me casar e ter um relacionamento estável.
Ok, você quer, o outro não e aí? Vai fazer como muitas que ainda acreditam que engravidar segura homem? Vai dar o golpe da barriga? Vai ameaçar se matar?

Não estou dizendo que vamos fazer os gostos dos homens, não, estou falando de fazer os nossos gostos!
Assumir nossos desejos, não dá pra ficar com T e matar a vontade trancada no quarto sozinha todo o tempo. É preciso o gosto e o cheiro do outro, a carícia, o sorriso de satisfação, o compartilhamento do prazer. E muitas vezes para isso acontecer só abrindo mão de ser conservadora.

Em 2015 a maioria das mulheres já entendeu (eu espero) que não vai se livrar de se machucar se quiser uns bons momentos de sexo. A nós mulheres é praticamente inerente fantasiar que aquele é nosso príncipe  (anos e anos de princesas Disney nos influenciando...), mas não pensar que todos são canalhas (eles existem, mas são por eles existirem que aprendemos a superar nossos medos, acho), o melhor é pensar que somos humanos e falhamos.
Seria mais interessante conseguirmos ter um papo aberto com o outro e dizer: só quero sexo, não espere mais nada, mas os homens parecem ter medo de dizer isso, como disse, têm medo que ainda somos as mesmas meninas fantasiosas.
A menina fantasiosa sempre existirá na gente, mas existe a mulher que quer sentir prazer.
Precisamos conseguir separar a fantasiosa princesa da mulher independente, precisamos conseguir sorrir quando dermos tchau para aquele cara gostoso no final da transa e pensar que as coisas só passarão disso se os dois quiserem, sem pressões e sem choros, mimimis.

Sei que isso assusta também os homens, por eles terem medo de que nos apaixonemos por eles mesmo dizendo que vamos superar. Mas eu pretendo dizer que não me apaixonei a prender alguém que não quer ficar ao meu lado.
Como eu disse, temos que aprender a quebrar a cara e recolher os cacos sem culpar o outro e deixar claro para o outro que "se você só sente T, é sexo que teremos e não venha me cobrar depois onde e com quem sai na semana que vem". Porque os homens dizem uma coisa, querem essa coisa, mas sempre procuram também a mesma que a gente: segurança.

quinta-feira, maio 21, 2015

Do confiar


Ontem, no Facebook, vi e compartilhei a imagem abaixo, tinha conversado no mesmo dia, só que antes, com minha terapeuta sobre como pra mim é difícil me envolver com alguém por medo de ficar sozinha depois. É uma grande ironia, eu sei, mas é como me sinto: estou sozinha e estou triste, mas tenho medo de estar com alguém e esse alguém me deixar, não durar e ficar sozinha de novo... MAS EU ESTOU SOZINHA! 
Eu sei, é confuso, eu sou confusa, medrosa e por isso tenho blogs!

Então a terapeuta me disse: mas você tem que deixar fluir, não esperar que dure pra sempre, viva o quanto dure, ame enquanto dure "que seja eterno enquanto dure"!

E aparece a frase aí do lado... pareceu perfeito falar sobre porque, muitas vezes, pode durar e não ser recíproco, né? Quantos relacionamentos eu vejo dos outros e digo que não queria pra mim? E o que percebo é exatamente isso, a reciprocidade é uma coisa difícil de ver porque falta confiar, faltar se abrir plenamente com o outro, ou quase plenamente...

O que eu quero dizer é que reciprocidade é uma coisa complexa, já vivi relacionamentos em que eu não tinha ideia do que pensavam, queriam, sentiam... e isso é horrível! É horrível você se entregar a alguém, contar seus medos, confiar no outro e o outro nunca se abrir com você! Não que seja só uma questão de confiança, sei que às vezes o outro não consegue pôr pra fora o que gostaria... precisaria de terapia. Sim, precisaria! Porque é difícil lidar com alguém que parece de mal de você e você não sabe o porquê, você pergunta e (já recebi essa resposta) o cara diz: "coisa de homem..."!! Coisa de homem?? Vá para a pqp!
Você fica ali, esperando que falem com você, te diga: Carrie, não gostei quando você fez tal coisa ou Carrie, estou mal por problemas no trabalho/ família/ etc. E não que digam "é coisa de homem"!
Coisa de homem é o cara*** que ele tem no meio das pernas e não serve pra nada... (momento Carrie verde Hulk)

É revoltante você se entregar de corpo e alma e a outra pessoa não faz nenhum esforço pra estar ali ao seu lado, isso pra mim é recíproco: é você estar com o outro da mesma forma, compartilhar coisas, histórias e poder ter o amparo do outro, o ombro amigo do outro, ter confiança e segurança com quem está.

Quero algo recíproco, quero saber o que o outro sente e que diga na minha cara o que não gosta em mim, o que faço de errado, quando o magoou e quero ter a liberdade de dizer o mesmo.
Sei que não é tão simples, mas eu gostaria de encontrar alguém que tivesse confiança em mim também... cansei de gente que esconde coisas, sentimentos, medos, traumas etc.
Quero que mesmo que a pessoa não consiga dizer por ser difícil pra ela, ela me explique exatamente isso: Carrie, não vou conseguir te explicar isso, é difícil pra mim, mas um dia eu conseguirei...
Só não me deixe no vácuo, no limbo sem fim perdida em perguntas e respostas que só minha cabeça vai me dar e não é a verdade, porque eu poderei imaginar milhões de coisas, mas nunca terei a certeza do que aquilo que penso é verdade. Cansa ficar se enganando com respostas simples da minha cabeça.

Não quero impôr nada a ninguém, só quero sinceridade, confiança e afeto.
Porque quando sou sincera, confio no outro e dou meu afeto é de verdade, não é mentira, não é joguinho... Se tem uma coisa que nunca fiz e não sei fazer e nem quero fazer é jogo.
O amor pode ser um jogo pra muitos, mas não pra mim.

"Amor é ferida que dói e não se sente, é contentamento descontente"?

Não precisa ser tão dramático, pode ser mais simples e mais leve - eu acredito nisso, mas para que isso realmente aconteça e não seja soneto Camões o outro não precisa fingir para que eu confie nele, é só a sinceridade, mesmo que isso tenha a ver com traumas de infância, bullying de escola, ser mais complexado que George Costanza... até ser broxa! (podemos resolver isso juntos, eu acredito!) se eu gostar do cara pra valer, nada disso vai me importar. Porque quando eu amo, eu amo. Eu aceito, eu compreendo, eu apoio, eu compartilho, eu respeito, eu encorajo.

Se isso for demais, se for coisa de gente pegajosa, me desculpe, mas preciso de alguém que consiga ser assim para que seja eterno até o momento que não dê mais para a reciprocidade, que não dê mais para dar e receber amor e que finalmente deixe de ser recíproco e acabe, acabe de verdade e não que se mantenha por pena, dó ou por status ou qualquer outra coisa que mantém pessoas juntas sem o mínimo de respeito ou valor pelo outro.

Só quero confiança, que segure minha mão e saiba que tem alguém para contar sempre!

sábado, abril 25, 2015

Constelação Familiar, terapia

Participei de um tipo de terapia em grupo muito interessante. Chama-se Constelação Familiar.

Não parece ter nada a ver com o tema deste blog, não é?

Pois é, mas minha terapeuta pediu que eu fizesse porque seria bom para analisarmos mais coisas "incrustadas" em mim e poderia ajudar em nossas sessões.

Fui, mas primeiro precisava de um tema para ser exposto.

O tema foi o que anda recorrente aqui: não sair do lugar.

Fui à Constelação com esse tema, o terapeuta que o dirigia era um alemão super conceituado como Psiquiatra e Psicólogo e um dos nomes mais bem falados na área de constelação.

O trabalho consiste em juntar várias pessoas, cada um com seu tema. Alguns sendo consteladas como eu, outras só para assistirem as constelações e tomar coragem de fazer na próxima ou descobrir com elas algo sobre si próprio.
Eu constelei e participei das constelações de outras pessoas.

Voltando, reúnem-se pessoas num lugar próprio, antes de começarem as sessões, o terapeuta principal explica um pouco da teoria das constelações, como funciona, fazemos exercícios de relaxamento e de descobrimento sobre nós.

Depois cada um faz sua constelação: senta-se à frente com o terapeuta e ele perguntará o nosso tema. Como eu fiz, depois ele vai querer saber sobre a vida familiar, outras pessoas que podem estar envolvidas na minha vida do nascimento até ali. Questões anteriores ao meu nascimento, sobre meus pais e família e outras coisas que podem se relacionar.

Depois de contar tudo, praticamente sem chorar, um milagre, fez-se a minha constelação: as outras pessoas participam da seguinte forma: fazem os "papéis" das pessoas que entrarão na história para melhor ser entendida, ou seja, eu escolho alguém pra fazer o papel do meu, minha mãe, irmão, do meu medo, SIM, meu medo é figura central para eu não sair do lugar, eu onde eu pretenda chegar. E eu não sabia onde eu pretendo chegar, o que quero para o futuro. Afinal, estou aqui presa, né?

Você vê como as coisas funcionam ao seu redor vendo os outros fazendo os papéis das pessoas e das coisas que sente ou te prejudicam. Como participei também em outra, como mãe de uma mulher, a energia é muito forte (é, eles trabalham com bioenergética) e eu sentia o que a mãe daquela moça sentia e sentia raiva do homem que fazia o papel do meu marido... as coisas vão se encaixando de um jeito incrível...

Eu fiquei extremamente impressionada quando a moça que escolhi para ser eu sentia um calor louco, eu tenho sentido esse calor, ando suando mais do que é o meu normal, não tenho frio nenhum e parece ser a minha energia parada... me impressionou também a mulher que escolhi para minha mãe que sentia ânsia de vômito, como minha mãe quando teve infarto... a energia capta é extremamente forte e ficamos enlaçados com as histórias um dos outros...

Foi muito emocionante, chorei, revi coisas que não queria me lembrar, mas estavam guardadas comigo,,, o Frank, o terapeuta, sabe conduzir muito bem cada peça desse xadrez que temos na cabeça, guardado e sufocado...
O meu final foi diferente dos demais: todas as mulheres me abraçaram, pedido do Frank, pois o feminino foi muito afetado na minha vida, quase não tive um reflexo dele na vida para ser uma mulher por inteiro e o medo me corrói até hoje.
Foi de uma emoção incrível tantas mulheres abraçadas a mim, e me acalentando num balança, juntas, como uma mãe ninando seu bebê... um bebê que se sente abandonado e sem colo, começaram a cantar e me ninaram mesmo...
Agradeci a todos e fiquei imensamente grata pela carinho, um carinho que eu nunca imaginei que pudesse sentir ou me dar... engraçado pensar nisso: sempre quis dar mais carinho do que recebi e percebo assim o quanto realmente sou tão carente de um carinho.
Tanto que nem imaginava merecer.
Meu medo sempre me deixou à margem, à margem de receber carinho, de retribuir e assim, me retraí a vida inteira.

Saí de lá achando que nada se modificou, mas como disse minha terapeuta, eu não sentiria isso de cara, as coisas acontecem no nosso íntimo dependendo de cada pessoa e como eu sou bem fechada, não é tão simples.
Às vezes sinto que algo se modificou, como no momento que escrevo isso já percebo alguns insights... como eu ser um bebê abandonado, por exemplo.

O medo ainda é parte de mim e é ele quem faz eu não conseguir sair do lugar, sei que preciso sair do lugar, parar e seguir em frente, mas cadê a coragem?

Espero que ela apareça ou me mostre que se é para pensar nas mesmas coisas, que seja para fazer tudo diferente da próxima vez e, espero, acertar.


quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Um Carnaval e suas Cinzas

Houve um Carnaval com Mr. Big em que muitas coisas estavam em jogo.

Tínhamos terminado e quando decidi que ia embora para Londres, com tudo certo, Big queria voltar.
Ele disse coisas que me amoleceram, mas, ao mesmo tempo, tive que descarregar tudo que sufocava em meu peito. Fui dura, atirei para todos os lados: o culpei, culpei os amigos dele, menos a mim.

Ficamos nessa briga, mas tentamos nos entender, mas o que é se entender com alguém que você sabe que não estará mais com você porque sua vida está decidida em outro lugar, por um  tempo?

Tentamos viver um Carnaval feliz, mas eu estava travada. Tentei ficar bem a maior parte do tempo, mas eu sofria por antecipação.
Eu tinha medo do final daquele feriadão e o final chegou.
Chorei e ele me consolou, mas consolo não era o que eu queria. O que eu queria era que tudo pudesse ser diferente.

Não que o feriado inteiro tenha sido um mar de rosas, mas acho que o pileque dele e dos amigos me ajudaram a entender que aquele mundo não era mesmo o meu e que eu me enganava.

Acontece que por mais que eu saiba que eu me enganava, por mais que eu saiba que é pra seguir em frente, ainda penso em Big.
Isso me faz mal porque eu não sigo em frente e não posso ficar pensando num passado, eu tenho que viver o presente, como ele deve viver o dele...

Às vezes eu penso que ele aparecerá novamente na minha vida, como nas outras vezes e fico me segurando numa esperança vã. Uma esperança que não deveria mais estar aqui.

Quero que essas cinzas tragam a mudança em mim e que eu pare de querer reviver o que já foi. Quero seguir em frente, mas a razão e a emoção doentia (porque não deve ser normal) estão lutando muito.
Eu sei que não posso querer algo que não é pra mim, mas só penso nisso e isso me faz muito mal, eu sei, mas não entendo.

Não quero conselhos, eles não vão adiantar... eu não sei aceitá-los... mas quero que algo em mim se transforme como as cinzas em vida, novamente.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Aberta a temporada de pretendentes

Sabe aquela coisa de família ficar cobrando para que você case, tenha filhos e aquele velho blábláblá??
Não só família, mas um monte de vizinhos, gente que cresceu com vocês, e a pqp... todo mundo se acha no direito de dizer o que você tem que fazer da sua vida, qual é o "certo" ou "errado" e, claro, você não sabe o que está fazendo da sua vida, precisa que os outros digam...

Pois é... então, eu resolvi fazer uma lista para pretendentes, se alguém se encaixar em todos os requisitos (eu disse TO-DOS!) pode ter, TALVEZ, alguma chance...

1- Conhecer 95% das bandas que eu gosto e curtir também - não precisamos concordar em 100%, só 95...

2 - Saber se virar na cozinha, não espere que eu cozinho todo dia para você ou, então, aceite que a comida será congelada e requentada no jantar...

3 - Não beber socialmente - porque eu sei o que significa "beber socialmente": encher o c* de cerveja toda festa de amigos que tivermos que ir, ou você entra pro AA ou resolve mesmo se controlar e chegar em casa sem dirigir o carro (porque bêbado realmente se acha o piloto);

4 - Ter em mente não passar o resto de sua vida no Brasil e estar pensando seriamente em tentar outros voos por lugares novos e onde se vive (e não, como aqui, que se sobrevive), de preferência Inglaterra ou Escócia - aceito Canadá, mas prefiro Nova Zelândia...

5 - Dar mais atenção a mim do que aos amigos. Amigos são amigos para a pelada de domingo, não para se agradar 24 horas por dia, 365 dias do ano: eles sempre levam a vida deles numa boa e não retribuem de forma exagerada...

6 - Ser um cara forte e capaz de olhar nos meus olhos e dizer: as coisas não estão certas, precisamos conversar! E falar o que é preciso falar, não sumir por um mês... e voltar com cara de c* ou resolver falar por algum aplicativo de celular ou bate-papo do Facebook;

7 - Se tiver algo a me dizer, diga na cara, não espere para jogar na minha cara quando brigarmos. Se algo não lhe agrada, seja sincero e diga. Tenha coragem!!!! mais uma vez;

8 - Olhar bundas alheias na minha frente ou fazer comentários ridículos com os amigos, do tipo que saíram hoje da quinta série faz de você uma carta fora do baralho, nem tente se arriscar...

9 - Pãodurismo tem limite e senso: não reclame do valor  pago a diarista, se comprou um IPhone novo, se você é desse tipo de pão duro só com coisas que realmente valem mais a pena que um celular ou qualquer tranqueira assim, me esqueça! Você é um babaca e se tentar algo, vai limpar a casa sozinho;

10 -  Gostar de Cunnilingus (eu sei que você vai no google...), mas gostar MESMO! E saber mesmo fazer dos bons, além de outras coisitas e conversar sobre o que agrada cada um;

11 - Diga que não está conseguindo dar a segunda, melhor do que mentir e dizer que "é assim mesmo", só no outro dia e com dificuldade. Ter conversas aberta sobre tudo servem pra isso, pra não causarem situações ridículas;

12 - Saber citar frases de Seinfeld dentro do contexto certo. Ter visto todos os episódios mais de 3 vezes; (isso vale também para Arquivo X entre outras séries)

13- Não passar o final de semana todo só vendo esportes na TV;

14 - Lavar e passar suas roupas é seu trabalho, não meu, principalmente camisas sociais: vão pra tinturaria;

15 - Se eu fizer algo que o deixou bravo, por favor, diga o que foi, não fique com cara de c* e sem falar o que está acontecendo e quando eu perguntar, não diga "é coisa de homem" porque isso não é coisa de homem e sim de moleque;

16 - Gostar de ir a shows das nossas bandas favoritas;

17 - Filhos: se tivermos (auauahah você passou por todas até agora? rs) não serão só minha responsabilidade, apesar de saber que sua cota para o nascimento deles foi bem menor que a minha, deverá haver uma divisão de tarefas onde meninos e meninas não terão distinção entre "isso é coisa de menino, isso é coisa de menina";

18 - Don't let me down! Ou seja, se você é do tipo pessimista, rabugento que tudo põe defeito - principalmente em mim, sai daqui, já!

19 -  Assistir UFC faz você também estar fora do páreo;

20 - Não reclamar do preço das coisas quando for pagar também é um sinal de delicadeza e não que está desperdiçando dinheiro conosco;

21 - Dizer "eu te amo" todo dia, até o final dos nossos dias juntos (se citar Beatles,  também vale).

22 - Final dos nossos dias juntos não quer dizer até que a morte nos separe, não se preocupe com isso: dure o que for pra ser verdadeiro (se você se encaixar em todos os outros passos);

23 - Lembre-se tudo isso aí em cima é fácil de cumprir, se você realmente estiver comprometido e tiver bom gosto;

24 - Ah! isso me fez lembrar: não ser leitor da Veja;

25 - Não ser evangélico ou de qualquer religião que seja mais conservadora;

26 - Não ser Tucano e adjacências;

27 - Sair com os amigos pode, desde que não com outras mulheres em jogo. Dia dos amigos é um jeito bem saudável de manter a amizade a relação ao mesmo tempo. Enquanto isso, estarei no dia das amigas e será também muito agradável (melhor do que eu no meio de seus amigos dando pitacos).

28 - gostar de animais e também querer participar de atividades - ou pelo menos doações - para salvá-los ganhará bônus!

29 - gostar de gatos e cachorros - em casa;

30 - Assine que será lavrado em cartório para conferência e penalidades caso faça algo contrário ao que foi exposto acima, sofrerá multa de 10.000 reais por item passado por cima.


Bem, acho que está de bom tamanho e bem claro, né?

É isso!
Alguém se habilita?

Quer dizer, há algum habilitado?

quinta-feira, outubro 16, 2014

Teimosia

Mais uma vez, eu precisei dar a cara pra bater pra ter certeza do que estava na minha cara...

Eu tenho certeza de que ele não quer nada comigo, mas eu precisei dar um golpe de misericórdia a mim para ter absoluta certeza.

Acho que agora eu paro, né?

Espero do fundo do coração que minha teimosia, que parece até, desse jeito, obsessão, pare agora, definitivamente.

Anda, Carrie! A fila anda!

terça-feira, outubro 07, 2014

Parênteses para algo interessante

Fazia anos, muitos anos, que não comprava a TPM, quando ela começou a ficar mulherzinha demais pro meu gosto, parei de comprar... estava me sentindo lendo a Nova... e aquele não é meu mundo, definitivamente...

Ao ver essa capa e os títulos de artigos fiquei curiosa e comprei.

Realmente, está muito interessante! Está valendo a pena a leitura.

 
 
Sabe quando você não se sente mais um E.T. e vê que o que sente e pensa é coisa da sua cabeça e de mais um milhão de mulheres, nada anormal e de quebra ainda descobre o quanto, sabe-se lá porquê rsrs , os homens gostam tanto de cair de boca numa b*ceta, que eu, por exemplo, sempre achei a coisa mais desagradável do mundo rs
 
Carrie pobre, abrindo a mente e fazendo descobertas...
 
 

quarta-feira, outubro 01, 2014

Tira-teima?

Tem horas que eu tenho vontade de me inscrever em algum desses sites de relacionamento, mas aí eu penso em quanto isso não dá certo pra mim, isso de conhecer pessoas pela internet.
Eu tenho azar com isso.

Não, não tenho azar...
Tenho dificuldade em lidar com minha carência e isso interfere na minha vida amorosa. Não que eu seja a culpada de tudo... não, mas eu sei que atraio pessoas que não se comprometem, pessoas com baixa-estima, pessoas que têm gostos parecidos com o meu, mas que não querem "ir pra frente"... eu sei que eu só atraio o que está na mesma sintonia que eu e como minha sintonia não anda bem, sei que me interessarei justamente pela pessoa que menos deveria.

Como disse em outra postagem, há pouco, tenho recaídas pelo meu ex, mas é que eu não tenho visto "alternativas" para minha vida amorosa e ela descamba em: ah, como ele era tão fooooofo!
Mas e o resto da história? E todo o resto que me fez sofrer?
Eu esqueço, eu deixo de lado... e por quê?
Porque eu sou teimosa: teimo que deveria ter dado certo, teimo que precisava de mais tempo para ter certeza, teimo que quero exatamente aquela pessoa...
Teimo.
Ou amo?
Será que amo demais ainda ou só quero me enganar?

Sinto muitas vezes uma vontade louca de entrar em contato com ele e abrir o jogo - mas abrir o jogo sobre o quê se cada um seguiu sua vida? ou pelo menos ele seguiu a dele...
Do que isso adiantaria?
Pois é, do que adiantaria?
Só sofreria mais um pouquinho tanto se a resposta dele fosse não como sim. Porque eu já conheço bem essa história e teria que estar ciente de que se voltasse seria por minha teimosia, insistência e carência tentando ser preenchida a qualquer custo.
E...
Se não? Se a história não for igual dessa vez?
Será que eu realmente mudei a esse ponto? E ele, mudou também a esse ponto que agora as coisas deem certo?

Acho que deveria esquecer as suposições: o que foi, foi... não volta e talvez seja melhor que não volte. Ou melhor de tudo: parar de querer reviver coisas, desapegar mesmo e seguir em frente, mas ainda assim com medo de me envolver.
Afinal, é mais fácil se envolver com quem se conhece, mesmo que, realmente, não seja tão fácil assim...


sexta-feira, setembro 19, 2014

Sabe o que acaba com uma recaída?

Ouvir o nome do melhor amigo do Mr. Big!

Sim! Quando ouvi o nome de um dos grandes amigos dele e, fazendo o mesmo que antes, eu tomei um banho de realidade...
Tudo voltou à minha cabeça: o quanto esse cara e o que ele fazia era mais importante que eu.

Espero que esse banho de realidade dure pra sempre!

quinta-feira, agosto 28, 2014

Das recaídas por Mr. Big

Você tem recaídas por antigos amores?

Eu tenho muitas!

Talvez essa  tenha sido uma das recaídas mais fortes, mas sem ser, digamos, uma via de mão dupla, apenas eu (até onde sei) sinto vontade de voltar.

Sabe quando as lembranças estão muito fortes na sua cabeça? Quando você passa por lugares que têm uma história pra você, uma música ou alguém pergunta sobre aquela pessoa? E pior: tudo ao mesmo tempo!

Foi o que aconteceu comigo...
Não levo isso adiante porque eu não quero atrapalhar a vida dele, me parece bem do jeito que está - e longe - não quero que minha carência e egoísmo estraguem a vida de ninguém, nem a minha.

Sim, carência, porque eu não sei se é realmente amor... quando me recordo das coisas, acho que é.. e forte.
Porque eu lembro do primeiro beijo que demos, do carinho um com o outro, do quanto o meu nervosismo atrapalhou momentos lindos selados com "eu te amo" de ambas as partes. Nervosismo porque tudo parecia certo, menos nós dois juntos e isso me deixava infeliz de não poder viver mais esse amor e me angustiava...
Minha cabeça girava... estava ansiosa e o futuro atrapalhava o momento presente e agora o passado me assombra por não tê-lo vivido bem...

Queria voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas não sou Dr. Brown nem Martin McFly...

Se for AINDA pra ser será?

Não, acho que o tempo passou demais e eu parei na janela vendo ele passar.

E como eu disse: não quero ser egoísta, ele é do mundo como todos somos e espero que ele esteja muito feliz com a vida atual dele, sem mim, que talvez seja apenas uma lembrança boa, mas também trabalhosa... hoje penso bem mais no que ele pode ter sentido nesse "não poderemos viver esse amor" e que eu tenha sido egoísta de não perceber isso...

Agora percebo e espero não  ter causado mais males do que bens pra ele.
Que você seja sempre feliz, meu Mr. Big!
Porque você é grande, é uma pessoa grandiosa de um coração maravilhoso que sempre estará guardado na minha memória e no meu coração.

Perdoe-me as injustiças e as explosões.


E algo que não sei se ele lembraria, mas eu me lembro muito bem o porquê desta música, mas este vídeo e letra retratam tudo que sinto agora.


quinta-feira, maio 01, 2014

Um texto, uma nova Carrie?

Esta semana li um texto que achei muito "pesado", ele exatamente falava de coisas que eu já tinha vivenciado e nem por isso concordei com elas... engraçado ter achado o texto tão pessimista e amargo, coisa que faço muito... mas que não quero pensar mais da mesma forma.

Então, vejamos, dêem uma lida aqui e comentarei...

O texto fala muito em se importar com o outro, que quem se importa é feito de bobo, ou seja, quem mostra não se importar é o mais forte da relação, que não liga, só manda mensagens, quando manda e tudo mais. Parece que o texto fala de um grande desapego ao outro e que o outro aceita tudo isso de boa vontade, por quê?
Por quê alguém aceita se submeter dessa forma a alguém?
Insegurança?
Medo de ficar sozinha/o?


Sempre me lembro de ter feito o máximo para que meus relacionamentos dessem certo, mas nunca imaginei que o outro não estava tão apegado, acho que quando estamos apaixonados não conseguimos ver essa relação de desapego ou ela só anda mais forte agora, que me aposentei rs
Porque nunca vi essa coisa do outro mostrar desapego, na verdade, eu sentia era que estavam apegados e isso me iludia, como um caso famoso que sofri por semanas sem saber do paradeiro da figura, achava ATÉ que a culpa era minha, mas só achava isso porque tudo parecia perfeito.

Uma coisa que se fala é que você espera uma vingancinha que não vem, sim, eu esperava para que a pessoa tivesse o tal "karma ruim" para que sofresse como eu sofri, mas quer saber?
Devem sofrer mais por se darem conta do que perderam... mas você só se dá conta disso quando sai da fossa e vai viver e vê, sabe por amigos, o quão bosta está a vida do outro depois que terminou com você, mas aí, isso já não te alegra, até fico com dó, porque cada um tem sua escolha.

E como diria o Chaves: a vingança nunca é plena, mata alma e envenena.
Enquanto se fica envenenado não se vive, a alma realmente morre, então, deixe que o outro viva a vida dele, ele sabe que fez merda, ninguém vai precisar dizer. Principalmente quando ele fizer comparações com entre você e a nova namorada (eu sei que saio ganhando).

Por mais que a postagem queira falar de como é difícil um relacionamento, ela não parece falar de um relacionamento, apenas de uma coisa passageira, que está fadada a não vingar. Pelo menos é como interpreto o que está ali escrito...
Se fala muito em marcar para sair, mostrar interesse, parece coisa ainda de começo de namoro, de quando está se tentando conhecer mais a pessoa...  não de uma relação já, vamos dizer, acertada entre ambas as partes... ou ambas as partes não sabem o que estão fazendo? Um acha que o outro está afim e vai levando isso ad infinitum?

A questão das mídias sociais ajudarem a trair, eu não acredito... fui traída e trocada por alguém que mal usava a rede social, que usava de outros meios muito mais envolventes para afirmar seu interesse e ajudar na traição.
Não adianta ficar na paranoia, o  texto é extremamente paranoico, parece que nunca nada vai dar certo que se está fadado a viver ou num mundo de mentiras ou não confiar em ninguém...

Acho que o texto é válido por um motivo: se perceber alguma das coisas do texto rolando em seu relacionamento: pare de se iludir. Abra o jogo e leve bem a sério os sinais que vê, não pense que são imaginação da sua cabeça, não são! São palpáveis! Não vale a pena sustentar isso. E se o outro disser que não é nada disso, fique de olho e espere um momento para pensar, de preferência dê um tempo para pensar melhor e verá se a pessoa te dará atenção ou não... se você optar por tentar mesmo sabendo que não estão dando atenção a você, pode estar fadada/o a ver uma mensagem de término de namoro, como eu, que recebi uma mensagem no meu MSN.

O texto é amargo, mas essas coisas realmente acontecem, não se deixe levar pela ilusão total e nem seja paranoico, tente o meio termo. Coisa que eu mesma nunca consegui, mas acredito que estou tentando aprender (eu quero muito!) e poder viver, quem sabe um dia, um relacionamento em que as coisas fluam bem, sem ansiedades, sem desconfianças, sem medo de ser feliz.

O que eu ainda tenho muuuuito: medo, mas como disse a um amigo: sei que tudo estava em mim, eu atraía esse tipo de pessoa e enquanto minha sintonia for com pessoas que não se importam, vou encontrar pessoas que não se importam, por isso, estou tentando aprender a lidar melhor comigo mesma, para depois poder lidar com os outros. Sem medo, sem cobranças e com a cabeça mais leve.

sábado, janeiro 04, 2014

Do machismo

Tenho estado meio deprê, isso é fato... assim como com medo de me relacionar, mas há coisas que me deixam ainda mais pra baixo...

Como já não sou uma criancinha, sou uma senhora balzaquiana que Balzac diria que "estou no ponto", tenho pais mais velhos e conservadores - e muuuuito!

Primeiro, eles devem achar que sou virgem, ou pelo menos querem acreditar nisso...

Ter pais mais antiquados só faz eu me sentir ainda mais um peixe fora d'água.
Adoraria ser como a verdadeira Carrie, toda dona do próprio nariz, fashion, colunista famosa... mas sou só uma versão pobre.

Então, imaginem que você está tentando, mais uma vez, acertar na sua vida profissional e por acaso comenta com sua mãe sobre as amigas que fizeram faculdade com você. Ao dizer que elas, hoje, são professoras universitárias sua mãe pergunta: o que precisa fazer pra ser professora de Federal?
E eu explico que é preciso o Mestrado, na maioria dos casos Doutorado que se leva 2 anos em um e mais quatro no outro e minha mãe dá o veredicto:

- Você poderia ter feito o mesmo que elas. Estaria bem hoje...

Não foi uma observação para me cutucar - não acredito nisso - mas me magoou muito... parece que só eu não dei certo na vida, que eu não quis ser como elas e não que eu não que tive oportunidades diferentes das delas. Eu não tive bolsa de iniciação científica na graduação - o que já abre as portas para o mestrado. Não é tão simples, mas se eu argumentasse isso com minha mãe eu só me sentiria pior e acabaria, até, dando razão a ela: isso mesmo! sou um fracasso, mãe!

De outro lado, você tem que conviver com o machismo de um senhor de 72 anos que vive como se tivessem no século XVIII, nem no XIX...
Meu irmão se separou há um ano e ele não se conforma até hoje que isso tenha ocorrido: nunca na família havia acontecido isso, para ele é um horror, não pode ser! Só pode ter acontecido algo muito grave (como ela traído meu irmão, como bom machista, é claro que a mulher é a bruxa má da história), mas a verdade é que as coisas desandaram e não dava mais certo. O que todo mundo que vive no século XXI entende...

Ele fica sempre resmungando que não se conforma, culpando a moça e perguntando a mim (é, sobra pra mim) se meu irmão não arranjou uma namorada, porque ele tem que refazer a vida dele...

Percebem?

Meu irmão teve a chance dele e merece outra e eu? Eu não mereço nada?
Eu, por ser mulher, não mereço. Não tenho vez.
Ele quer tanto um neto, mas não me dá a mínima chance, não pergunta se não conheci ninguém - não que queira ser pressionada, quero ser lembrada!

Tá certo que há um tempo ele disse que só vê piriguetes se dando bem e moça "direita" não... o jeito dele estar do meu lado, mais ou menos, mas isso é tão vago... tão... machista também, né?

Então, eu ouço de um lado o quanto sou inútil de não ser uma professora universitária e de outro que tenho que ser uma mulher sem vida amorosa, que mulher é pra ser assexuada... acho que estou vivendo no Talibã...

Isso me deprime ainda mais do que já estou... será que um dia conseguirei poder virar para minha pros dois e dizer: e agora? quem está por cima?

Que post mais infantil... para quem tem mais pais mais novos e está lendo aqui deve ser a história mais bizarra que já leram... e eu também acho bizarro como eu ainda tenho coragem de escrever isso tudo aqui... mas onde vou desabafar?

Na psicóloga! - alguém aí poderá dizer... desculpem, estou péssima...


quinta-feira, dezembro 19, 2013

Do Vazio

Pois é, há pouco tempo escrevi sobre não querer me relacionar, ainda não quero, mas o vazio me machuca...

Tentei fazer aproximações que poderiam ser faca de dois gumes, mas vejo que não é o caminho mais acertado... a solidão bateu... quem mandou parar de fazer mil coisas ao mesmo tempo?
Enquanto fazia isso, doía menos...