quinta-feira, maio 21, 2015

Do confiar


Ontem, no Facebook, vi e compartilhei a imagem abaixo, tinha conversado no mesmo dia, só que antes, com minha terapeuta sobre como pra mim é difícil me envolver com alguém por medo de ficar sozinha depois. É uma grande ironia, eu sei, mas é como me sinto: estou sozinha e estou triste, mas tenho medo de estar com alguém e esse alguém me deixar, não durar e ficar sozinha de novo... MAS EU ESTOU SOZINHA! 
Eu sei, é confuso, eu sou confusa, medrosa e por isso tenho blogs!

Então a terapeuta me disse: mas você tem que deixar fluir, não esperar que dure pra sempre, viva o quanto dure, ame enquanto dure "que seja eterno enquanto dure"!

E aparece a frase aí do lado... pareceu perfeito falar sobre porque, muitas vezes, pode durar e não ser recíproco, né? Quantos relacionamentos eu vejo dos outros e digo que não queria pra mim? E o que percebo é exatamente isso, a reciprocidade é uma coisa difícil de ver porque falta confiar, faltar se abrir plenamente com o outro, ou quase plenamente...

O que eu quero dizer é que reciprocidade é uma coisa complexa, já vivi relacionamentos em que eu não tinha ideia do que pensavam, queriam, sentiam... e isso é horrível! É horrível você se entregar a alguém, contar seus medos, confiar no outro e o outro nunca se abrir com você! Não que seja só uma questão de confiança, sei que às vezes o outro não consegue pôr pra fora o que gostaria... precisaria de terapia. Sim, precisaria! Porque é difícil lidar com alguém que parece de mal de você e você não sabe o porquê, você pergunta e (já recebi essa resposta) o cara diz: "coisa de homem..."!! Coisa de homem?? Vá para a pqp!
Você fica ali, esperando que falem com você, te diga: Carrie, não gostei quando você fez tal coisa ou Carrie, estou mal por problemas no trabalho/ família/ etc. E não que digam "é coisa de homem"!
Coisa de homem é o cara*** que ele tem no meio das pernas e não serve pra nada... (momento Carrie verde Hulk)

É revoltante você se entregar de corpo e alma e a outra pessoa não faz nenhum esforço pra estar ali ao seu lado, isso pra mim é recíproco: é você estar com o outro da mesma forma, compartilhar coisas, histórias e poder ter o amparo do outro, o ombro amigo do outro, ter confiança e segurança com quem está.

Quero algo recíproco, quero saber o que o outro sente e que diga na minha cara o que não gosta em mim, o que faço de errado, quando o magoou e quero ter a liberdade de dizer o mesmo.
Sei que não é tão simples, mas eu gostaria de encontrar alguém que tivesse confiança em mim também... cansei de gente que esconde coisas, sentimentos, medos, traumas etc.
Quero que mesmo que a pessoa não consiga dizer por ser difícil pra ela, ela me explique exatamente isso: Carrie, não vou conseguir te explicar isso, é difícil pra mim, mas um dia eu conseguirei...
Só não me deixe no vácuo, no limbo sem fim perdida em perguntas e respostas que só minha cabeça vai me dar e não é a verdade, porque eu poderei imaginar milhões de coisas, mas nunca terei a certeza do que aquilo que penso é verdade. Cansa ficar se enganando com respostas simples da minha cabeça.

Não quero impôr nada a ninguém, só quero sinceridade, confiança e afeto.
Porque quando sou sincera, confio no outro e dou meu afeto é de verdade, não é mentira, não é joguinho... Se tem uma coisa que nunca fiz e não sei fazer e nem quero fazer é jogo.
O amor pode ser um jogo pra muitos, mas não pra mim.

"Amor é ferida que dói e não se sente, é contentamento descontente"?

Não precisa ser tão dramático, pode ser mais simples e mais leve - eu acredito nisso, mas para que isso realmente aconteça e não seja soneto Camões o outro não precisa fingir para que eu confie nele, é só a sinceridade, mesmo que isso tenha a ver com traumas de infância, bullying de escola, ser mais complexado que George Costanza... até ser broxa! (podemos resolver isso juntos, eu acredito!) se eu gostar do cara pra valer, nada disso vai me importar. Porque quando eu amo, eu amo. Eu aceito, eu compreendo, eu apoio, eu compartilho, eu respeito, eu encorajo.

Se isso for demais, se for coisa de gente pegajosa, me desculpe, mas preciso de alguém que consiga ser assim para que seja eterno até o momento que não dê mais para a reciprocidade, que não dê mais para dar e receber amor e que finalmente deixe de ser recíproco e acabe, acabe de verdade e não que se mantenha por pena, dó ou por status ou qualquer outra coisa que mantém pessoas juntas sem o mínimo de respeito ou valor pelo outro.

Só quero confiança, que segure minha mão e saiba que tem alguém para contar sempre!

2 comentários:

Sara Jéssica da Silva disse...

Quando eu fazia terapia, e olha que foram uns 12 anos entre idas e vindas, os terapeutas gostavam de dizer que eu repetia padrões de comportamento. E eu achava que eles repetiam padrões de resposta. Eu fiquei até os 35 do segundo tempo solteira. E olha que tentei. Depois encontrei uma pessoa bem querida pra dividir nossas solidões. Não tem receita, mas tem um segredo. A vida de quem tem amigos de verdade é muito boa, solteira e/ou casada. Certamente tu vai passar mais tempo da tua vida casada do que solteira, então, aproveita por inteiro o presente.

Carrie Bradshaw Tupiniquim da Silva disse...

bem, a verdade é que já estou nos acréscimo do segundo tempo e se me casar, passarei menos tempo casada do que solteira, eu acho, só se viver mais de 80 anos rs